
Sobre Manuel
Faria
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Cónego e compositor bracarense nascido em 1916,
Manuel Faria iniciou os estudos musicais no seu tempo de seminarista. Assimilou, desde cedo, modelos alternativos aos
cânones de harmonia e composição e exibiu com êxito,
nos meios académico - musicais religiosos, composições
de sua autoria consideradas extemporâneas para a época. Depois da Segunda Guerra Mundial, conseguiu concluir a
sua formação em órgão, canto gregoriano e
composição sacra como bolseiro do Instituto de Alta Cultura. O Seminário de Braga aguardava o regresso do
compositor presbítero para desempenhar as funções de
professor de música. Contudo, ainda em 1945, Manuel Faria deu a
conhecer obras de sua autoria interpretadas pelo Coro da Rádio Roma,
num concerto que obteve bastante reconhecimento por parte da imprensa musical
italiana.
Assim, ensaiou canto gregoriano na Sé de Braga e
foi dinamizador de coros litúrgicos sem nunca ter descurado a faceta
de compositor, tanto para música sacra como para música de
câmara. Em 1949, o autor dos "cânticos
litúrgicos" preparou no Palácio de Cristal, no Porto, um
concerto por si dirigido, inteiramente dedicado à
apresentação das suas obras, desde motetes "em estilo
moderno" até às obras consagradas a coro e orquestra de
câmara.
Também o maestro Frederico de Freitas levou a sua música
sinfónica para Baía e Recife, no Brasil.
Em 1972, recebeu o 1º Prémio do Concurso
Nacional de Carlos Seixas.
Manuel Faria
escreveu ainda uma ópera em dois actos, nunca estreada, na
ocasião do 9º Centenário da Conquista de Coimbra aos
Mouros.
Fonte:http://www.mic.pt/cimcp/dispatcher?where=0&what=2&show=0&pessoa_id=314&lang=PT&site=ic |
Origem do canto gregoriano
O
canto gregoriano ou cantochão é uma música vocal
religiosa sem acompanhamento instrumental (a cappella). Vários cantores entoam
em uníssono uma única melodia com texto em latim e ritmo
não sujeito a acentos regulares. A essa forma de canto chamamos de
monodia. O cantochão era
executado nas igrejas, ambiente sereno e altamente espiritual, apropriado ao
seu objectivo de transmitir a palavra sagrada. O
Papa Gregório I (540-604), São Gregório Magno, foi o
homem que deu nome a essa forma de canto. Empenhado em impedir qualquer
surgimento de heresia dentro da Igreja, unificou as diferentes escolas
litúrgicas e os cantos com que os cristãos celebravam seus actos
religiosos, os quais predominavam desde há séculos as liturgias:
Galicana (França), Ambrosiana (Norte de Itália), Bizantina
(Turquia) e moçárabe
(Península Ibérica). Em seu Antifonário
codificou, organizou e regulamentou o que a partir daquele momento
começou a ser o Canto Oficial da Igreja Católica. Gregório
I, consciente de que uma das dificuldades de transmissão e
conservação da música era a carência de uma
escritura musical adequada, criou as escolas de canto “scholae
cantorum”, onde eram educados os jovens que seriam os
depositários das tradições musicais do canto
litúrgico. Essas
medidas, que a tradição atribui a São Gregório,
contribuíram para dignificar a música, e a teoria musical seria
adoptada nos “monastérios”, onde se ensinavam o trivium,
dedicado às letras, e o quadrivium, dedicado às
ciências. Antes dessa fase, a
música enquadrava-se nos chamados ofícios manuais, entendida
como algo próprio de gente inferior. Fonte:http://www.kalipedia.com/arte/tema/origem-do-canto-gregoriano.html?x=20070822unoencmus_25.Kbr&ap=0 PT&site=ic |
