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        Sobre Jorge Montemor

 

Jorge de Montemor nasceu em Montemor-o-Velho em 1520/24 e morreu em Piemonte em 1561.

 

Poeta, escritor, dramaturgo e músico, frequentou a corte  espanhola e manteve contactos com poetas castelhanos.

 

Foi também músico nas cortes de Portugal e Castela, escrevendo as suas obras em castelhano.

 

Acompanhou Filipe II de Espanha, visitando a Flandres e provavelmente a Inglaterra.

 

Passou os últimos anos da sua vida na Itália.

 

O “Cancioneiro” foi a sua primeira publicação de vulto, dedicado a D. João e D. Joana, pais de D. Sebastião.

 

A sua obra “Los siete libros de la Diana”, impressa em 1559, a qual combina, versos e prosa, foi considerada a primeira novela pastoril da literatura de Castela, exercendo uma grande influência nas letras do Século XVI

 

Este expoente da novela da época, no século XVI, teve dezassete edições e foi sem dúvida a sua obra mais importante.

 

Segundo Afonso Lopes Vieira, a obra é "castelhana por fora mas portuguesíssima por dentro".

Foi traduzida para alemão, inglês e francês.

O Cancioneiro de Jorge Montemor, publicado em 1554, contém poesias religiosas e profanas.

As religiosas foram condenadas pela Inquisição, mas as profanas conheceram grande popularidade, recebendo sete edições até o fim do século XVI. 

Noutras obras, concentrou-se na temática religiosa: Diálogo espiritual, manuscrito, dedicado a João III de Portugal; Exposición moral al salmo 86, editada em 1554; Segundo cancionero espiritual (1558); três autos religiosos, que foram representados diante de Filipe II.

Traduziu para o castelhano os poemas de Ausiàs March

 

 

 

 

 

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Na sequência da obra “Amadis de Gaula”, novela de cavalaria da península ibérica (séc. XIV), este tipo de romance, proliferou ainda durante o século XVI (Crónica do Imperador Clarimundo, 1522, do futuro historiador João de Barros, Memorial das Proezas da Segunda Távola Redonda, 1567, de Jorge Ferreira de Vasconcelos, Palmeirim de Inglaterra, 1567, de Francisco de Morais).

 

Um outro tipo de ficção, desenvolveu-se paralelamente: o da novela pastoril, cujo modelo peninsular, rapidamente adquiriu ressonância europeia, a partir de “Diana”, no ano de 1559, obra escrita em castelhano, por Jorge de Montemor.

 

                                                                                                             

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