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        Sobre John Dowland

 

Dowland  nasceu no ano de 1563 e foi o maior compositor de canções, internacionalmente conhecido em vida como alaudista, tanto pela publicação de suas canções e peças para alaúde em vários países europeus, como pelo fato de ter passado boa parte de sua vida trabalhando em França, Itália, Alemanha e Dinamarca (Shakespeare escreveu Hamlet no período em que Dowland se encontrava na corte de Elsinore - uma coincidência extraordinária).

Era católico e não desejava ser perseguido pelas autoridades protestantes. Daí as extensas viagens, mas não ostentava sua fé.

Compôs conscienciosamente canções religiosas em inglês e harmonizou melodias de Salmos para o Rito Anglicano.


As peças para alaúde de Dowland, a maioria na forma de danças populares, aludem frequentemente, tanto a ele próprio., como a amigos e a membros da sociedade inglesa, muito especialmente na ”pavana Semper Dowland”, “Semper Dolens”, um trocadilho latino do seu nome, já que dolens significa mágoa.


A música mais típica de Dowland tem um caráter melancólico que aparece constantemente nas suas canções: “Weep you no more, sad fountains” (Não chorem mais, tristes fontes), “Sorrow, stay” (Tristeza, fica), “If floods of tears could cleanse my follies past” (Se torrentes de lágrimas pudessem apagar minhas loucuras passadas), “Flow, my tears” (Corram, lágrimas), que se tornaram famosas em toda a Europa como a “Pavana Lacrima”, e a partir da que ele elaborou “Seven passionate pavans for lute and five viols” (Sete pavanas apaixonadas para alaúde e cinco violas).

A mais gloriosa e trágica delas é a canção “In darkness let me dwell” (Deixem-me viver na escuridão), verdadeiramente sombria, com um refrão inesquecível . “Down, down I fall, never to rise again” (Desço cada vez mais, para nunca me levantar).

Os irlandeses alegam que Dowland era seu compatriota devido as fato de Dolan ser um nome vulgar na Irlanda, mas as evidências sugerem que ele era londrino.

Passou os seus últimos anos na “City”, onde possuía uma casa em Fetter Lane, a qual hoje em dia faz parte do bairro dos jornais de Londres.


Dowland foi o precursor de uma florescente e influente escola de compositores de canções com alaúde que tinha começado com Morley.

Incluía figuras menos importantes, como Thomas Campion (1567-1620), um poeta por mérito próprio, Robert Jones e Philip Rosseter.

Hoje, temos oportunidade de ouvi-los quando um cantor e um alaudista se juntam num recital.

John Dowland faleceu em 1626.

 

Extraído de : http://quartetopaulista.sites.uol.com.br/biografia.htm

 

 

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A Canção Inglesa com Alaúde

 

 

Enquanto a Inglaterra ainda acreditava que a música deveria ser executada por fidalgos amadores cultos, já o madrigal tinha cedido seu lugar ao English ayr, ou canção para voz acompanhada de alaúde, por vezes, mas não necessariamente, com o mesmo executante.

O alaúde tornara-se um instrumento popular nas famílias abastadas durante a época de Henrique VIII e, no princípio do reinado de Elizabeth I, apareceram os primeiros manuais didáticos.

Em 1596, as primeiras canções com alaúde faziam parte de um desses livros, com o acompanhamento instrumental notado em tablatura.

Cada ponto mostrava a posição dos dedos sobre as cordas (hoje em dia, a música para violão popular é geralmente escrita de maneira semelhante).

A poesia dessas canções também era notável pela sua qualidade, prestando-se especial atenção à colocação das palavras.

Muitas das vezes, o compositor também era o autor dos versos

                                                                                                             

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